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Restaurante Adega do Isaías (Estremoz, Portugal)

Uma verdadeira adega, com comida para graúdos.


Numa viagem ao Alto Alentejo, pedimos uma recomendação de um restaurante na zona de Estremoz e a resposta não se fez esperar: Adega do Isaías! Paragem obrigatória! Estive lá duas vezes e consigo reconhecer o que faz deste espaço um local de peregrinação dos grandes amantes de comida, mas para o turista acidental não há assim tantas coisas apelativas, excepto a oportunidade de experimentar as iguarias mais profundas da cozinha alentejana num espaço pitoresco. Não frequentei o restaurante antes do falecimento do seu fundador Isaías Parreiras, mas quem frequentava diz que já não é a mesma coisa.


Localização & Acesso (5/10)

Situado na zona mais pitoresca e castiça da cidade, no número 21 da Rua do Almeida, acaba por ter o inconveniente de estar longe de qualquer local para estacionar a viatura. Para ter garantia de um lugar será necessário estacionar no centro da cidade, na zona do Rossio e caminhar uns 300 metros pelas apertadas ruelas até ao restaurante. Não é dos locais mais bonitos de Estremoz, mas é um bom exemplo da arquitetura alentejana.

Conforto, Decoração & Ambiente (7/10)

Parece mesmo que entrámos numa adega onde foram colocadas umas mesas toscas com bancos corridos para acomodar os vindimadores acabados de chegar da vinha. Tenho até dúvidas que a decoração tenha sido pensada... parece mesmo que as talhas de vinho sempre lá estiveram e que apenas alguns pratos decorativos foram acrescentados para dar outro ar. O espaço torna-se muito apertado e desconfortável ao fim de semana, pois fazem-se filas para experimentar as iguarias pouco comuns deste estabelecimento. A tentativa desesperada de oferecer o maior número possível de lugares, faz com que alguns clientes fiquem presos aos seus lugares e tenham que obrigar outros clientes a levantar-se das suas cadeiras, para ser possível passar. O ambiente é absolutamente tradicional e despretensioso, com muito ruído.


Atendimento & Serviço (5/10)

Na primeira vez que fui, senti uma desilusão ao perceber que o atendimento era muito pouco personalizado e que os empregados andavam num stress permanente para atender as pessoas que ultrapassavam largamente a capacidade de resposta. Quando lá voltei ao jantar, fomos dos primeiros a entrar e já senti outro acolhimento, mas ainda assim pouco simpático, embora eficiente. Esperámos uma eternidade pelos pratos em ambas as tentativas, algo que não deixou grandes saudades. Ainda assim, nota-se o profissionalismo e um ritmo de trabalho impressionante, já que nunca vi tão poucos empregados de mesa darem conta de tantos clientes.

Ementa & Apresentação (8/10)

Quando olhamos para a ementa, percebemos que se trata de um restaurante para gente grande, com as pesadas comidas alentejanas e sem alternativas mais leves para crianças. É sem dúvida uma ementa para encher a barriga! As doses são muito bem servidas, inclusivamente as sobremesas. As entradas são deixadas para quem quiser, mas são tão apelativas que se torna impossível resistir. De entre os pratos principais salta à vista a Sopa de Cação, as Migas de Espargos com Carne do Alguidar, a Lebre Estufada com Feijão Branco, o Cozido à Alentejana, as "Burras" Assadas no Forno e as sempre apetecíveis variantes de carne de porco preto. Quanto a sobremesas, as opções não são muitas, mas não falta o Pão de Rala, a Sericaia e as Filhoses com Mel.


Qualidade da Refeição (8/10)

Quem nos aconselhou o restaurante não sabia se iríamos dar muita importância aos restantes critérios, mas no que diz respeito à qualidade da refeição não se enganou nada. As Burras (Bochechas de Porco) Assadas no Forno estavam fantásticas e as Migas com Carne de Porco (um clássico) tinham uma qualidade acima da média, especialmente as Migas que eram bem diferentes de todas as que já tinha provado. A Sopa de Cação também excedeu as expectativas e as sobremesas eram tão generosas quanto bem confecionadas: o Pão de Rala e a Sericaia cumpriram, mas as Filhoses com Mel, embora diferentes de tudo o que tinha provado, não eram bem o que estava à espera. O vinho da casa era muito bom... especialmente o branco bem fresquinho!

Preço Vs Qualidade (6/10)

Achei o preço pouco convidativo para as condições de conforto que são proporcionadas, mas a fama do restaurante faz inflacionar os preços, porque se assim não fosse as filas seriam ainda maiores. No entanto, as doses são muito bem servidas e permitem jogar com isso para reduzir o preço em conjunto com uma boa seleção de entradas.

Preço Base (Prato+Bebida): De 10€ a 15€
Preço Base + Sobremesa: De 15€ a 20€
Preço de Menu Completo: De 20€ a 25€

Conselhos & Dicas

- É um restaurante pequeno e muito procurado ao fim de semana, por isso aconselha-se reserva antecipada... muito antecipada.
- Não vale a pena procurar lugar nas ruelas do centro histórico. Vá diretamente para o parque de estacionamento do Rossio que é amplo e tem sempre muitos lugares para explorar a cidade a pé.
- Pessoalmente não acho muito aconselhável para crianças, porque não há espaço, nem atenção, nem comida adaptada para eles... excepto uma sopinha.
- O fim de semana ao almoço é diabólico, tal é a afluência de pessoas e o ruído que se instala. Se conseguir, prefira ir durante a semana e ao jantar... a diferença é notória.

Restaurante O Labrego (Torres Vedras - Feliteira, Portugal)

[Tributo] Labrego não devia ser nome de restaurante.


A categoria [Tributo] é atribuída aos restaurantes que já não estão entre nós. Para esclarecer o título, temos que nos remeter ao dicionário para perceber o que significa a palavra Labrego, já que muitos o interpretam como "aldeão", mas quase todos pensam em algo mais popular como "rude" ou "grosseiro". Sem entender a razão que deu origem ao nome, sei de muita gente que apreciava a passagem por este espaço, mesmo ficando fora de todos os roteiros. Fui lá para comemorar um aniversário de um familiar e não posso dizer que tenha estado à altura dos elogios que lhe tinham sido atribuídos. Encerrou algures entre o final de 2013 e o inicio de 2014, mas segundo os clientes habituais já vinha a perder qualidades há alguns anos, especialmente desde o falecimento do dono original.



Localização & Acesso (3/10)

Não estava situado no fim do mundo, mas encontrá-lo era coisa digna do acaso. Só quem levava indicações precisas e bem urdidas é que conseguia chegar ao número 9 da Avenida 25 de Abril da povoação de Feliteira, perto de Dois Portos no concelho de Torres Vedras. Chegados à povoação, éramos remetidos para ruas estreitas e sem passeios onde identificar um restaurante praticamente sem letreiros, excepto umas letras gigantes inscritas na fachada de um antigo edifício que, dentro do carro, não eram muito visíveis. Para estacionar era necessário sair do zona do casario ou deixar a tapar o portão de alguém.

Conforto, Decoração & Ambiente (7/10)

Outra definição de Labrego também pode ser "rústico" e, neste aspeto, assentava que nem uma luva. A entrada feita através de uma porta antiga de acesso a uma tasca que também servia de mini-mercado era assustadoramente perigosa para quem tentava deixar o restaurante já que logo no primeiro passo estávamos no meio da estrada. Para quem entra fica aquela primeira imagem de antiguidade espartana, mas depois de passar por alguns pequenos compartimentos, conseguíamos atingir a sala de refeições que era ampla e simpática dentro do rústico quase extremo salvo pela imensa luz natural que brotava das janelas panorâmicas que ocupam toda a parede do fundo da sala, através das quais se via uma agradável vegetação. O ambiente era mais apropriado para grupos e absolutamente descontraído e simples. No fim da refeição, fui tomar o café para uma das salas da antiga tasca, para fugir ao ambiente interior do restaurante... boa decisão.


Atendimento & Serviço (5/10)

A boa vontade e simpatia dos empregados não chegava para esconder algumas lacunas no serviço, já que os pratos chegaram muito separados uns dos outros, fazendo que alguns ficassem o tempo todo a olhar para os outros a comer, invertendo os papéis meia-hora depois. O facto de o grupo ser grande, embora com reserva, também complicou a logística e organização do serviço que não parecia estar tão habituado a tamanha avalanche de clientes. Como escolhemos quase todos a mesma coisa, pedimos para avaliar quantas doses seriam necessárias para tanta gente, em função do tamanho das mesmas e até aqui falharam rotundamente, trazendo mais doses que as necessárias (fomos obrigados a pedir para embalar o resto). De realmente positivo identifiquei a oferta de um agradável licor (Abafadinho) como aperitivo e a desenvoltura de uma das empregadas que se desdobrou em esforços para minimizar os efeitos da fraca experiência que tínhamos tido até ali.

Ementa & Apresentação (3/10)

Fiquei absolutamente surpreendido quando percebi que basicamente só recomendavam dois pratos: o Cabrito e o Bacalhau Frito com Cebola. Em relação ao cabrito, podíamos escolher arroz com ou sem miúdos e a batata assada com esparregado. Tudo o resto eram alternativas pobres e dedicadas a quem não gostava mesmo de nenhum daqueles pratos, tal como o habitual Bitoque ou uma Omelete. Em relação ás sobremesas havia gelados e algumas especialidades caseiras como o Pudim à Labrego e o Doce de Grão. As entradas não passavam das tradicionais azeitonas, enchidos e queijos. A apresentação das travessas era grosseira, tal como o nome do restaurante vaticinava.


Qualidade da Refeição (6/10)

Quando a ementa é tão curta, fazemos uma elevadíssima expectativa dos pratos, mas mais uma vez senti uma certa desilusão. O cabrito era bom e o esparregado era o que de mais surpreendente havia, mas nem as batatas nem o arroz (com ou sem miúdos) tinham nada de especial. O Bacalhau Frito com Cebola era bem mais interessante e saboroso. As entradas eram razoáveis, especialmente as azeitonas muito bem temperadas e quanto ás sobremesas destacou-se o Doce de Grão muito bem combinado com nozes, já que o Pudim à Labrego era mediano. O vinho da casa, que chegou em garrafas sem rótulos, era agradável.

Preço Vs Qualidade (5/10)

Fora dos roteiros, sem ostentar uma qualidade acima da média, e apresentando um limitadíssimo leque de opções, acabou por sair muito caro devido à deficiente ajuda do empregado na definição das doses necessárias para todos. Calculado com mais rigor poderia ter tido um preço mais em conta, mas sempre acima do esperado. O encerramento acaba por não surpreender por este e muitos outros motivos, começando pela localização.

Preço Base (Prato+Bebida): De 10€ a 15€
Preço Base + Sobremesa: De 10€ a 15€
Preço de Menu Completo: De 15€ a 20€

Conselhos & Dicas

- Era fundamental levar mapa e indicações precisas, porque a sinalização é deficiente.
- Interessante para quem gosta de Cabrito e para grupos grandes.
- Muito cuidado ao sair do restaurante, já que a visibilidade é quase nula e estamos logo na estrada que atravessa a aldeia, sem qualquer tipo de passeio para peões.
- Para fugir à confusão da sala principal era possível tomar o café numa das salas abandonadas que mantiveram a decoração de antigamente.

Adega Típica Vinho e Noz (Évora, Portugal)

Não é só vinho e noz... há muito mais!


Évora, tornou-se num interessante centro turístico, onde actualmente se encontram hotéis de topo e restaurantes de alta qualidade espalhados não só dentro como fora das muralhas que cercam a cidade. Infelizmente, esta popularidade fez também disparar os preços praticados em vários comerciantes locais, transformando a cidade num destino quase luxuoso onde qualquer tasca se faz valer dos seus galões seja pela localização ou pelo aspecto tradicional e autêntico que transmite. Escolher um restaurante fora das muralhas poderá parecer ilógico, mas tem as suas vantagens como vão perceber.


Localização & Acesso (7/10)

Situado no número 12 da Rua Ramalho Ortigão, fica fora da bonita e bem preservada muralha medieval que faz o cerco à cidade de Évora. Naturalmente que isto implica ficar fora da beleza protegida pelas muralhas e pela conservação privilegiada do município, algo que acaba por se repercutir no ambiente um pouco desleixado das pequenas e estreitas ruas que ali se encontram. No entanto, existe uma vantagem clara no que diz respeito a capacidade de estacionamento, porque o aproveitamento do Rossio (que se encontra ali mesmo ao lado) para esse fim, libertou também muitos lugares nessas ruelas sendo possível estacionar a escassos 50 metros sem dificuldade.

Conforto, Decoração & Ambiente (7/10)

A primeira impressão é que estamos a entrar numa antiga adega na qual pouco terá sido feito para acomodar comensais, mas rapidamente vamos percebendo o objetivo de proporcionar uma experiência mais autêntica e tradicional. É um espaço um pouco escuro, que dá ares de um ambiente romântico, mas quando acendem as luzes (focos com alguma potência e que não distribuem luz uniforme pela sala, chegando ao ponto de apontar diretamente para os clientes) perde um pouco da sua graça. A decoração é diversificada entre as garrafas de vinho que dão nome ao restaurante e algumas peças de arte local alusivas ao Alentejo.


Atendimento & Serviço (7/10)

Inicialmente, pareceu-me que o jovem empregado estava demasiadamente rígido e pouco à vontade, não demonstrando grande destreza nem simpatia. No entanto, à medida que fomos avançando na refeição fomos conquistando a sua atenção e até foi possível perceber a genuinidade do serviço que estava a prestar. É um atendimento simples e despretensioso que também se manifesta nos próprios recipientes tradicionais. Embora o prato principal tenha demorado um bocadinho mais do que o desejável, já o mesmo não aconteceu com os restantes pedidos, sendo que no caso das entradas até nos foram apresentadas mal nos sentámos, para podermos escolher.

Ementa & Apresentação (8/10)

No Alentejo a carne é rainha, portanto é natural que a grande maioria dos pratos da ementa sejam dedicados a esta proteína onde podemos escolher de entre várias partes do corpo do porco, mas também do tradicional borrego ou até bifes na pedra. As migas são o acompanhamento preferencial. Há outras possibilidades, como o Bacalhau ou a Açorda Alentejana para quem prefere algo mais leve. Nas entradas, não podem faltar os produtos regionais como as Azeitonas, a Linguiça e o Queijo com algumas alternativas interessantes como o Patê de Atum. A lista de sobremesas é curta, mas cheia de tradição através das recorrentes Sericaia e Encharcada, acrescentando apenas alguns gelados para completar. Tem uma bela lista de vinhos onde se pode até escolher garrafas de 375cl a um preço mais convidativo.


Qualidade da Refeição (8/10)

Sabendo que os pratos principais são normalmente suficientes para nos deixar de barriga cheia, só nos entretemos com umas azeitonas de entrada: eram pequenas e um pouco ácidas não obstante a tentativa de o disfarçar com o tempero tradicional. Escolhemos o Javali Estufado com Castanhas que estava divinamente cozinhado e condimentado, embora as castanhas não tivessem um sabor muito intenso (talvez por ainda não estar propriamente na época delas) e também provámos o Entrecosto com Migas de Espargos que se desfazia na boca e saía com muita facilidade do osso para além de estar bem gostoso. Claro que o vinho tinto alentejano escorregou maravilhosamente com estas iguarias. Para sobremesa escolhemos o Bolo Mel e Noz (para completar o nome do restaurante) que se revelou delicioso com a noz a cortar o doce do mel numa combinação muito bem conseguida.

Preço Vs Qualidade (6/10)

Depois de ter estado em restaurantes, no Alentejo, onde o preço é muito mais acessível, não posso deixar de manifestar que achei um pouco exagerado o preço dos pratos principais, mas isto parece ser uma tendência concertada em Évora, já que é raro o local onde um prato tradicional custe menos de 10€. Claro que a qualidade da cozinha também se reflete nos preços, mas ainda assim penso que está um pouco acima da média.

Preço Base (Prato+Bebida): De 10€ a 15€
Preço Base + Sobremesa: De 15€ a 20€
Preço de Menu Completo: De 20€ a 25€

Conselhos & Dicas

- É um restaurante pequeno e muito procurado por grupos de turistas, por isso aconselha-se reserva antecipada ou chegar bem cedo.
- Podem estacionar nas 3 pequenas ruelas do bairro onde está o restaurante, mas também têm um grande parque no Rossio e outro num bairro novo ao fundo da rua do restaurante.
- As doses podem não dar para duas pessoas, mas se investirem nas entradas já será possível fazer essa gestão.
- Não vão estar no centro de Évora, o que pode dar a sensação de não ser uma experiência totalmente tradicional, mas estão a um passo de uma das portas de entrada nas muralhas, por isso também não perdem nada.

Restaurante Gigino & Gigetto (Cascais - Birre, Portugal)

Casamento entre restaurante e bomba de gasolina.


Exceptuando aqueles restaurantes a que vou na hora do almoço dos dias de trabalho, este estará entre os que mais vezes frequentei, embora fosse bem longe de casa. Foi aconselhado por uma amiga com os devidos avisos que escalpelizarei mais à frente, mas era sempre um prazer lá ir, independentemente da altura do ano. Já há muito tempo que não vou lá, porque as circunstâncias mudaram, mas tenho recebido relatos de que quase tudo se mantém, até com alguns melhoramentos.



Localização & Acesso (3/10)

Localizado na Estrada de Birre (muito perto do McDonalds), tem uma particularidade que afasta imediatamente os que não conhecem o restaurante: fica numa bomba de gasolina. Não está do outro lado da rua, nem ao lado, mas literalmente por trás da bomba de gasolina, já que é necessário atravessá-la para entrar no estabelecimento. Estacionar é também uma pequena aventura, porque existem 3 ou 4 lugares privativos que estão reservados para os donos e depois existem lugares em cima do passeio ao longo da estrada. A uns 100 metros existem alguns bairros onde é possível estacionar legalmente, mas nos dias mais invernosos torna-se desagradável já que a zona é muito desabrigada. De positivo tem o facto de estar a um passo de algumas das atrações naturais da região, como o Guincho e a Serra de Sintra, mas não tem visibilidade para nenhuma delas.

Conforto, Decoração & Ambiente (7/10)

Quando entramos no restaurante, esquecemos que passámos na bomba de gasolina, já que o interior é simpático, acolhedor e mistura alguma simplicidade com uns salpicos de bom gosto tradicional. O ambiente é calmo e sossegado, mas não é raro haver famílias que ali organizam os seus aniversários, tornando o ambiente mais ruidoso. Nunca gostei muito das cadeiras que não batem certo com o resto da decoração, mas de resto existem pormenores bem interessantes como uma lareira e um resguardo de madeira florido que retira a atenção da paisagem virada para a bomba de gasolina. Trata-se de um espaço familiar e isso fica claro logo na entrada, onde existe um balcão e uma pequena sala de recepção que resulta bem de forma a evitar que as pessoas que não tenham lugar fiquem ali a olhar de forma reprovatória e desesperada para quem ainda está na sua refeição. Sempre existiu uma pequena esplanada que só estava aberta no verão, mas recentemente construíram uma cobertura que permite a sua utilização em outra épocas do ano. Tenho que experimentar!


Atendimento & Serviço (7/10)

Sempre foi uma questão de sorte, já que havia um empregado muito simpático e outro nada simpático, daí que procurasse sentar-me em certas mesas para fugir ao raio de acção do menos simpático, mas nem sempre resultava. Quando as coisas corriam bem, o serviço era fluido, mas em tantas visitas houve uma ou outra vez em que as coisas não correram da melhor forma, principalmente no que dizia respeito ao tempo de espera pelos pratos e pela conta. Dependendo do empregado, podíamos ter uma experiência mais calorosa ou mais fria. Os pratos demoram um pouco a chegar, mas quando escolhemos pratos do dia é bastante rápido.

Ementa & Apresentação (9/10)

Embora muita gente diga que vai lá pelas pizzas excelentes, a verdade é que a ementa é especialmente rica em massas e combinações pouco vistas nos restaurantes italianos. A lista de pizzas é quase infindável, tendo as mais tradicionais variantes de ingredientes, embora se sinta a falta de algumas verduras que outros restaurantes já começaram a introduzir (pessoalmente prefiro sem as verduras, porque não aprecio muito a combinação). Quanto à lista de massas, conseguem abranger praticamente todos os tipos de massas que existem e marcam a diferença nos pratos do dia. Outro aspecto interessante é o facto de haver várias alternativas de carne (Bistecca, Scaloppine, etc...) para agradar aos que não são apreciadores das massas italianas. A lista de sobremesas não é especialmente longa, mas tem escolhas diferenciadas onde o Tiramisú é rei, assim como a lista de entradas inclui a maior parte das tradicionais entradas italianas, desde os Carpaccios às Bruschettas.


Qualidade da Refeição (8/10)

Nenhuma visita estaria completa se não começasse com os tradicionais Grossini com uma pasta de queijo caseira, com Mascarpone e outros ingredientes que lhe davam um sabor e uma consistência fantásticas. Podia estar largos minutos a debicar aquela aquela maravilha enquanto esperava pelo prato, sem me aperceber da quantidade descabida que ingeria. Por causa desta "armadilha" nunca me aventurei pelas outras entradas, já que aquela era suficientemente entretida e gostosa. Só provei 3 pizzas: a Tropicale, a Santa Lucia e a 4 Formaggi, eram todas boas, mas nada de muito surpreendente. Nas massas é que encontrava o meu refúgio e tentava variar ao máximo, embora acabasse quase sempre por escolher pratos com natas, porque é um dos locais onde o sabor das mesmas me agrada mais: Fettucine della Nonna (o mais pedido), Ravioli al Funghi, Fettucine alla Paesana e Tortellini alla Crema. Houve uma ou outra decepção nos pratos do dia, mas nada de grave. Quando chegava à sobremesa já não apetecia nada, mas várias vezes escolhi o Tiramisú (aqui serve-se quase sempre a versão gelada) que também não foi dos melhores que experimentei.

Preço Vs Qualidade (6/10)

Na minha opinião está dentro da média para um bom restaurante italiano, mas perde na localização. Já que estou a pagar bem, também gostaria de ter uma boa vista e uma agradável envolvência, portanto este critério acaba por sair um pouco penalizado. Talvez quando experimentar a nova esplanada possa reforçar esta avaliação.

Preço Base (Prato+Bebida): De 10€ a 15€
Preço Base + Sobremesa: De 15€ a 20€
Preço de Menu Completo: De 20€ a 25€

Conselhos & Dicas

- Um pequeno truque, caso não encontrem lugares perto, é deixar o carro atrás dos carros dos donos... eles não vão sair mesmo e se for necessário só têm que ir lá facilitar a manobra.
- Não gosto particularmente dos lugares ao pé do balcão da cozinha (ao fundo da sala), porque são quentes e sentimos alguns cheiros e ruído vindos da cozinha.
- Prefiram as massas, especialmente os pratos do dia, porque são mais rápidos, mas também mais diferenciadores.
- Cheguem cedo, porque o restaurante é concorrido e nem sempre as reservas são fiáveis se nos atrasarmos. Para além disso é garantia de arranjar um razoável lugar de estacionamento.