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Restaurante Maria Azeitona (Amadora, Portugal)

Comida portuguesa com um toque de modernidade.


É na Amadora que estão as minha raízes, mas também é aqui que reside uma parte do meu futuro, embora seja uma cidade desdenhada por muitos, quer seja pela multiculturalidade, pobreza ou humildade das suas gentes, assim como pelas notícias menos abonatórias sobre a segurança. Ainda assim, há quem invista nesta cidade e consiga elevar os padrões de qualidade para aqueles que aqui vivem e que não se resignam. Ouvi muito boas criticas a este restaurante, vindo de vários quadrantes dos meus conhecimentos e não perdi a primeira oportunidade para o experimentar. Boa decisão!


Localização & Acesso (5/10)

Uma grande parte dos restaurantes da Amadora são prejudicados neste capítulo, mas aqui o problema não é o aspecto da Rua Alfredo Keil, onde está localizado no número 16, até porque é uma das zonas da cidade que mais remodelações e melhoramentos tem sofrido, mas sim pela falta de estacionamentos próximos, sendo que os poucos que existem são pagos e só num golpe de sorte se consegue apanhar um, já que nem todos podem ir a pé como eu. É uma zona de fluência de trânsito, apenas com um sentido de entrada na Amadora... o que funciona a favor da promoção do local.

Conforto, Decoração & Ambiente (8/10)

O restaurante abriu em Outubro de 2013 e nota-se que está tudo novo e feito com aprumo. A decoração é espartana, com madeiras claras e até parecem meio toscas, mas revelam bom gosto e arrojo pela forma como tudo está organizado, mesmo utilizando toalhas de papel reciclado. Um grande balcão na parede oposta à entrada não atrapalha a decoração e as janelas bem pensadas impedem que o rebuliço da cidade entre pelo restaurante, tornando-o porém mais escuro devido à luz artificial. O espaço é confortável, embora pequeno. O único senão acaba por ser o nível de ruído que se faz sentir. Fui a um Domingo ao almoço e o alvoroço das famílias com crianças nem deixavam ouvir a música de fundo. Achei duvidoso verificar que existem três televisões (que neste caso estavam a passar um canal de cozinha e gastronomia), porque já imagino que em dias de jogos de futebol possa não ser tão descontraído assim, embora toda a envolvência do restaurante sugira tratar-se de um local relativamente intimista.


Atendimento & Serviço (8/10)

O atendimento foi muito atencioso, balançando entre o descontraído e o formal de uma forma bem interessante. Fizeram sugestões em prol dos clientes e não para encarecer a refeição. Verifiquei também que deram tratamento muito especial a alguns clientes e muita atenção aos seus pedidos de uma forma muito educada e simpática. Numa segunda visita, outro empregado e um atendimento menos simpático, mas ainda mais eficiente. Achei curiosos os talheres, de proporções exageradas, mas que acabaram por funcionar bem, assim como os copos e os pratos que mostram um revivalismo bem aproveitado para marcar alguma diferença. O serviço foi rápido, eficiente e sem falhas na minha mesa, mas reparei num ou noutro detalhe que falhou noutras mesas, sem gravidade. O que me decepcionou foi não aceitarem multibanco, o que para um restaurante que procura marcar a diferença pela qualidade, deixa algo a desejar.

Ementa & Apresentação (8/10)

Quando entrei não fiquei com essa noção, mas ao olhar para a ementa percebe-se que há uma forte aposta nos petiscos já que a lista de possibilidades é extensa ao contrário dos pratos principais onde há pouca escolha. Dos petiscos/entradas saltam à vista os Ovos Verdes, os Peixinhos da Horta, o Choco Frito, o Camarão ao Alhinho, o Polvo, a Alheira, as Chamuças e os Mexilhões Gratinados com Queijo da Ilha. No que diz respeito a pratos principais temos o Polvo à Lagareiro, o Bacalhau com Broa, o Caril de Camarão com Fruta Fresca, o Bife de Atum, os Abanicos de Porco Branco com Puré de Maçã, o Naco de Vitela à Mirandesa e o Bitoque Lisboeta, sendo também possível combinar bifes do Lombo ou Vitelão com diferentes tipos de molho. As sobremesas nem todas são tradicionais, mas tem delicias como Farófias (coisa rara hoje em dia), Mousse de Lima, Creme Brûlée, Cheesecake ou Arroz Doce. A apresentação é simpática, sendo que é nas sobremesas que está a inovação, já que algumas chegam dentro de pequenos frascos com tampa... algo que me pareceu bem original.


Qualidade da Refeição (9/10)

Não optámos pela vertente dos petiscos, mas acho que continuaríamos a sair bem servidos e com uma maior variedade de experiências alcançadas. Da próxima vez, tentarei esta abordagem. Ainda assim,também existe o pão, a broa e as excelentes (e bonitas) azeitonas que satisfazem os que querem gastar menos. O Bife de Atum estava bem cozinhado, embora dificilmente fosse a minha escolha em qualquer visita que fizesse, mas o toque avinagrado chamou a minha atenção. Optei pelos Abanicos com Puré de Maçã, que sendo uma escolha segura acabou por se revelar excelente em todos os seus ingredientes, batatas fritas e esparregado incluído. Pedimos uma sangria de vinho branco, em copo, que estava divinal (das melhores que provei até hoje) e para sobremesa o Creme Brûlée bem diferente do que é habitual já que é menos doce e combina melhor com o sabor da cobertura queimada e a Mousse de Lima um pouco amarga demais para o meu gosto.

Preço Vs Qualidade (9/10)

Adoro restaurantes que me dão várias oportunidades para gerir quanto vou gastar, daí que esta ementa cheia de petiscos a preços mais acessíveis seja entusiasmante. O preço está dentro do normal para um restaurante desta qualidade, mas é possível gastar menos de 10€, optando pela solução dos petiscos, e ainda sair satisfeito. Claro que podiam melhorar nas toalhas e na insonorização, mas vão ter tempo para isso.

Preço Base (Prato+Bebida): De 10€ a 15€
Preço Base + Sobremesa: De 10€ a 15€
Preço de Menu Completo: De 15€ a 20€

Conselhos & Dicas

- Convém reservar, porque a concorrência para restaurantes desta qualidade na Amadora é diminuta e o espaço é pequeno e muito requisitado.
- Os pratos são bem servidos, portanto se quiser poupar não misture petiscos com pratos principais. Escolha uma coisa ou outra.
- Recomendo vivamente a Sangria! Em jarro se beberem bem, ou em copo (bem servido ainda assim) para controlar custos e quantidade de álcool.
- Ao fim de semana o restaurante está mais vocacionado para famílias, mas ao jantar durante a semana é mais intimista.

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